quinta-feira, 23 de junho de 2011

Cães do BOPE...

Segundo o site Terra Notícias, a polícia do Rio de Janeiro conta hoje com um efetivo de 70 cães treinados para ações policiais e cerca de 11 filhotes estão sendo treinados para compor essa equipe. A idéia é que o BOPE passe a assumir o controle desses cães, que durante a copa do mundo de 2014 e as olimpíadas de 2016 deverão atuar em operações policiais, utilizando coletes à prova de balas e câmeras de segurança.
Existe uma rigorosa seleção e treinamento desses cães antes de iniciar as ações. Atualmente as raças preferidas da polícia são o pastor belga malinois e o pastor holandes que são preparados para atuar em situações extremas, como sequestro e ameaças de terrorismo.

Para ser um cachorro da tropa de elite da Polícia Militar (PM), o animal não pode ter medo de altura, não pode ter fobia de tiros e explosões. Foto: Thony Serdoura/Futura Press

A importância do cães de trabalho é inquestionável, e o tratamento que eles recebem também. Todas as fases de desenvolvimento do cão são respeitadas quando ele está em uma corporação, por isso os animais são aposentados e normalmente doados para um novo proprietário. Vale lembrar que um cão de ataque, não significa um cão agressivo, eles apredem, quem - como - e quando devem atacar...desta forma quando aposentados podem se tornar agradáveis cães de companhia.
O fato que me intriga não é saber que mais de 80 cães participarão com trabalho nos eventos internacionais que sediaremos aqui no Brasil (isso sem contar o absurdo de recebermos uma copa e uma olimpíada), o fato é que esses cães estarão sob controle do BOPE e nem é preciso comentar mais nada...

      
  
É CAVEIRA? ENTÃO SEJA SOZINHO, PQ....  

    

...ADVINHA QUEM VAI NA FRENTE?


sábado, 18 de junho de 2011

Dono ou cuidador?

Gosto sempe de afirmar que nós nunca "somos", nós sempre "estamos", não somos tristes ou alegres, nós estamos tristes em determinados momentos e alegres em outros. Se fossemos estáveis, a espécie humana não seria tão genial. Guimarães Rosa expressa bem isso que sinto em Grande Sertão: Veredas, quando diz:

“O senhor… mire, veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra montão.“

Se nunca somos, então não posso concordar com a afirmativa de algumas pessoas que se julgam donos de cães, gatos, ou qualquer outro animal. Não somos nem donos de objetos, não tenho um carro...eu uso um carro...imagine um animal, a idéia de ter é impossível e perversa.
Refleti muito sobre isso na última chuva forte. A única possibilidade de escoamento de água do quintal ficou entupida e tudo virou um grande lago...e diga-se de passagem que um lago para um golden retriever é algo bem atraente...rsrsrsrs....pronto a festa estava armada, com todos os ingredientes necessários: um golden jovem e um lago.


Em um primeiro momento minha limitação humana me deixou irritado com a Amélie. Puxa vida, tinha tomado banho em um pet shop fazia pouquíssimo tempo, estava limpa, cheirosa e escovada...mas pulou e nadou no lago do quintal!!!! ahhhhhhhhhhh aqueles pelos dourados não permanecem secos em tempos de chuva...e o que eu faço com isso?
A priori a idéia foi fazer com que ela me obedecesse e nunca mais brincasse na chuva...brincar? isso!!! a resposta correta se baseia nisso...ela estava brincando na água, afinal a senhorita Poulain é uma retriever e o fato de gostar de água foi uma característica selecionada durante o desenvolvimento da raça. Não é justo privá-la dessa brincadeira (ou quem sabe necessidade). Foi durante essa reflexão que cheguei a conclusão de que eu não sou pai e muito menos dono da Amélie...o pai dela é o Boy e excursiona pelo mundo como um ótimo reprodutor e ela não tem dono.
Meu papel é cuidar desse animal, proporcionar alimentação adequada, exercício, cuidados veterinários, educação e em especial carinho e brincadeiras...a única coisa que posso afirmar que possuo é a retribuição de tudo isso...

Eu amo cuidar de cães, amo saber que a Senhorita Poulain adora pular na água e também amo saber que ela está sempre disposta a me dar carinho e a ajudar outras pessoas. A palavra "dono" me remete a sensação de controle absoluto, falta de liberdade e egoismo. Mas o que mais me deixa apaixonado pela relação homem/animal, é saber que existem muitos cuidadores que salvam diariamente a vida de cães e outros animais, como meus primos e amigos do Pet Shop Brasil Animal que estão cuidando de forma brilhante de dois cães que foram atropelados em frente ao estabelecimento comercial...outro caso recente de cuidado com um animal, aconteceu essa semana na Faculdade Anhanguera Educacional de Limeira, quando um gatinho entrou em um cano e não conseguia sair...dois bombeiros prontamente se mobilizaram assim que foram avisados e foram até lá para salvar o bichinho...ninguém quis ser "dono" do animal, mas uma aluna escolheu ser a cuidadora e levou - a agora batizada de Clarice - para casa...isso é "ser humano"
Talvez se Guimarães Rosa falasse dos cães, falaria de forma diferente....com um pouco de atenção e direcionamento, os cães vivem sempre afinados...

domingo, 10 de abril de 2011

Palestra sobre o processo de humanização com a equipe e os voluntários do INATAA

(Equipe INATAA comigo, inclusive os cães)

Desde que recebi o convite do INATAA (Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais) para falar sobre humanização, comecei a fazer um resgate histórico sobre esse assunto (como sempre faço) e me remeti a buscar e tentar entender uma espécie de Elo Perdido:
Em que momento, ou em quais momentos, ou ainda mais profundo, qual o processo em que a humanidade passou a se desumanizar, a peder suas características animais e seus instintos básicos de sobrevivência e de convivência em grupo.
Isso me levou um pouco longe e abordei temas como as grandes guerras e o massacre nazista, onde os "arianos" sofreram um processo de desumanização para cometer as atrocidades com os judeus e outras minorias, que por sua vez, tiveram sua humanização dilacerada por tais atrocidades. As ditaduras na América proporcionaram o mesmo processo, assim como a escravidão. Dessa forma, minha reflexão flutou sobre a lógica da dominação, onde dominador e dominado se desumanizam, e os paises neoliberaris imperialistas continuam fraturando o processo democratico e humanizador de paises mais pobres, impondo seu poderio econômico, militar e cultural.
A revolução industrial também contribuiu com seu modelo individualista e consumista para separação das pessoas de seu proprio modelo de reflexão e sentimentos. O processo se limitou a fazer a sua parte e o produto final, escapuliu na história. A multidisciplinaridade imperou, quando possível ,e a interdisciplinaridade e a visão holística do homem sucumbiu.
A desumanização veio se enraizando dentro desses grandes processos históricos e tomando conta de fatos um pouco mais isolados, mas que também proporcionam isso. Cabe a nós animalizar as relações.
Animalizar? termo forte....mas fundamental, somos animais, precisamos viver em comunidade, expressar nossos sentimentos, nossos rituais, nossos instintos de preservação da espécie como proteger um igual, alimentar, proporcionar aquecimento diante de um dia frio e muito mais.
Bingo! é preciso animalizar para humanizar e ai tomamos um baile dos cães, em especial os terapeutas (ou co-terapeutas). Levar o minimo para as instituições é iniciar um trabalho de humanização. Citei o exemplo de um idoso institucionalizado, que durante toda sua vida teve um cão, era uma rotina, rabinho abanando toda vez que a porta era aberta...privar esse idoso dessa imagem é uma atrocidade. Crianças brincam (em sua fase peculiar de desenvolvimento) o tempo todo, aprendem assim, ensinam assim e se comunicam assim, tudo é uma brincadeira, hospitalizar uma criança e privá-la de brincar é desumanizar...
Finalizando, a presença de cães, a arteterapia, a musicoterapia e a presença de palhaços é um avanço enorme no processo de humanização, é permitir com que esses humanos, provavelmente em uma situação de fragilidade e sensibilidade, possam sentir livremente e expressar aquilo que sentem. Mas é possível ir mais além, a democracia participativa nos permite ocupar espaços políticos onde esse tão sonhado processo de humanização seja discutido de forma democrática e deliberado, por exemplo, dentro dos conselhos.
Por favor, se um dia eu estiver do outro lado da ponte, eu quero um cão no meu colo e um pincel na minha mão.

(Eu e Paraná)

Muito obrigado aos mais de vinte membros do INATAA que estavam presentes e aos 14 internautas que acompanharam ao vivo pelo Blog.
A primavera jamais será detida!

domingo, 13 de março de 2011

Mais de 1.000 acessos!!!

Desde novembro de 2010 na rede, o Blog da Amélie bateu esse mês a incrível marca de 1.000 acessos...fiquei muito feliz em saber que minimamente pessoas se interessaram pelo tema. Como dizem os otimistas: se ao menos uma pessoa cresceu, ficou diferente após alguma leitura ou se motivou a lutar por alguma causa, já valeu a pena.
Amélie Poulain obviamente ja foi comunicada... e quem tem, ou ja teve um cão, sabe do que eu estou falando, de alguma forma ela entendeu. A protagonista desse blog não é egocentrica e me permite falar de outros assuntos, mas não posso deixar de falar como anda a "senhorita pega as coisas".


(carinho, carinho, carinho...por favor só mais um pouco de carinho....rsrsrsrsrs)


Estamos nos preparando a cada dia para inciarmos definitivamente um trabalho de pesquisa, onde ela provavelmente será utilizada em um levantamento de atuação de fisioterapeutas em crianças com paralisia cerebral. Será um projeto de iniciação científica que vou orientar dois dedicados e muito dispostos alunos.
Tenho certeza que conseguiremos mensurar a importância dos cães.
O adestrador Roberto está se encarregando de preparar a Amélie e nós estamos nos debruçando nos artigos. Em breve o blog vai apresentar novos resultados...
Obrigado por todos que passaram por aqui, principalmente os seguidores.
Abraços e rumo a 2000 acessos!!!

Curso Básico do INATAA

Ótimo curso para os interessados em inciar atividades, educação ou terapia assistida por animais.
O INATAA tem uma bagagem muito boa e os profissionais que ministram o curso falam com muita segurança do assunto. Vale muito a pena construir conhecimento com quem tem experiência, fazer contatos, tirar muitas dúvidas e aprender sobre uma área que cresce a cada dia.


   
   (alunos do curso anterior)

Além da capacidade dos organizadores e voluntários, existem dois pontos altos durante o curso: a presença de dezenas de irmãos cães e a vivência prática no ultimo dia.
Fica a indicação. Bom curso para quem for e bom trabalho para o INATAA.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O que estamos fazendo com nossos irmãos cães?

A Revista CÃES & CIA edição 381 de fevereiro de 2011, traz uma execelente matéria sobre a ignorância humana de produzir Mastinos Napoletanos com hipertipagem para o mero prazer de ter um cachorro com proporções anormais. Esse fato revela a doença do "ter" que se alastra pela população, onde não importa mais a consequência e o sofrimento para o animal, mas sim o prazer de dizer que possui um exemplar de dimensões assustadoras.

(Foto meramente ilustrativa)

O egoismo humano está produzindo cada vez mais Mastinos com cabeças enormes e cheias de rugas e em contra partida, animais com cardiomiopatia hipertrófica (coração), entrópio, hipertrofia da glândula lacrimal e a conjuntivite seca (olhos). Esses pobres Mastinos enchem de orgulho seus DONOS que desfilam com cães assustadoramente hipertípicos.
Para balancear esse absurdo, contamos com entidades seríssimas como a SOMAN (Sociedade do Mastino Napoletano) -  http://www.soman.org.br/wordpress/  - que defende uma criação saudável e com rigoroso controle genético da raça. Além da SOMAN, contamos com o trabalho do amigo e criador experiente Enrique Graziano que trabalha com criação da raça há mais de 25 anos. Ele foi o grande esclarecedor da matéria aqui citada e defende o aumento da qualidade de vida dos animais. Segundo a revista, a média de vida de cães dessa raça está próxima de 5 anos (vontade de chorar...).
Em dezembro de 2009, a CÃES & CIA, já havia exposto a situação do Buldogue Inglês, que passa por situação parecida, pois os donos emburrecidos querem cães com fucinhos cada vez mais curtos pois acham "bonitinhos e fofos" mesmo que isso custe sérios problemas de respiração ao animal.

(Foto meramente ilustrativa)

Espero que possamos contar sempre com apoio de entidades sérias como a SOMAN e de revistas como a CÃES & CIA para acabar com esse crime. Vamos a nossa parte: Divulgar esse assunto e conscientizar as pessoas.
CÃES NÃO SÃO BRINQUEDOS!!!

domingo, 9 de janeiro de 2011

2011... e já se foram 733.650 dias contados do nascimento de Cristo...

Obviamente a humanidade é mais antiga e mais obvimante ainda nossos problemas também....podemos visualizar evoluções? melhorias? esperança?
Quando nós, socialistas, falamos em reforma agrária e distribuição de renda, algumas pessoas pouco informadas acabam tecendo críticas sem fundamentação, como a típica frase: "se ele conquistou tudo, não temos o direito de tirar". Acho que a matéria que vou postar aqui e foi publicada na Folha de São Paulo possa ajudar um pouco a gente a pensar no que é luta de classes...seria interessante pensar durante a leitura em nossas crianças que padecem nas ruas, em regiões mais pobres ou institucionalizadas e privadas da maioria de seus direitos...no exato momento em que esse indivíduos concediam sua entrevista a correspondente da Folha de São Paulo, muitas pessoas (crianças, adolescentes, adultos e idosos) morriam por omissão do poder público, sem saúde básica ou um simples copo de água potável. Curtam o sentimento de indignação....

"Super-rico" torce nariz para "farofa" dos "apenas ricos"
Em Florianópolis, na Jurerê Internacional, há quem prefira não tirar o pé dos espaços "exclusivos"
Ficar em áreas isoladas próximas da praia, com piscinas e DJs, pode custar até R$ 5.000 ao dia para frequentadores

LUIZA BANDEIRA
ENVIADA ESPECIAL A FLORIANÓPOLIS

Eliane Luiz, 36, é juíza, tem apartamento de veraneio comprado a R$ 800 mil na praia mais badalada de Florianópolis e bebe champanhe Veuve Clicquot à beira mar, a R$ 280 a garrafa.
Mas, na opinião de alguns frequentadores de Jurerê Internacional, ela é "farofa".
Os "super-ricos" do balneário passam toda a temporada sem pôr os pés na areia e pagam até R$ 1.000 só para entrar em um bar livre dos que consideram "farofeiros".
Eles são necessariamente mais ricos que o pessoal da areia, mas desprezam a democracia à beira mar, onde entra quem quer. "Super-rico" aprecia o público "bonito e selecionado" de local pago.
"No lugar aberto tem cara tatuado, bombado, de corrente. Estou pagando para ficar em um lugar exclusivo", diz o paulista Rodrigo de Castro, 31, enquanto bebe champanhe na piscina do P12, espécie de clube na praia.
No local, as atrações são a piscina com bar dentro, camas confortáveis e DJs.
A entrada varia de R$ 45 para mulheres a até R$ 300 para homens, preço cobrado nos dias mais cobiçados.
"Na praia você fica cheio de areia. É muita farofa, muito Maresias", afirma Davi Almeida, 30, que diz gastar cerca de R$ 500 ao dia no clube.
No Cafe de la Musique, os preços são mais salgados: os "super-ricos" chegam a gastar até R$ 5.000 diariamente.
"Aqui o nível é melhor. Mas está ficando muito caro agora, nem na Europa é assim", diz o advogado cuiabano Diogo Alves, 27, que foi à praia em só dois dos 20 dias em que esteve na cidade.
Com amigos, ele pagou, em um dia, R$ 20 mil de consumação para ficar na piscina do Cafe de la Musique.
A consumação é gasta em muito champanhe, vodca, energético, cerveja e ofertas de bebidas para mulheres.
No Cafe, a entrada para homens custa até R$ 1.000. A das mulheres é de graça. "Os donos sabem que os homens querem estar cercados de mulheres bonitas", diz Diogo, cercado por oito garotas dançando ao redor de sua mesa, bebendo de graça.

(FOTO RETIRADA DO GOOGLE IMAGENS, SEM NENHUMA PROTEÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS OU AVISO DE PROIBIÇÃO DE EXIBIÇÃO)
"CHIQUE"
Mesmo os lugares que não cobram entrada dão um jeito de selecionar o seu público.
No restaurante Taikô, a entrada é livre e as mesas da parte de trás são liberadas.
Mas, para ficar nas da frente, com vista para a praia, a consumação é de R$ 3.000.
"Não é todo mundo que vai entrar aqui. Nós viemos porque seleciona a frequência. É outro perfil", afirma o empresário Ronaldo Zardur, 44, de São Paulo.
E, se a "farofa" entrar, será uma "farofa chique", diz o publicitário paulista Filipe Chavez, 30. "As meninas do meu lado compraram um suco de morango e tiraram da bolsa uma [vodca] Absolut. Não é para qualquer um."

Agora depois desse belo desabafo da burguesia, vejam o que uma criança diz para o mundo durante um discurso no Brasil (vídeo do youtube):


Eis o segredo: ouvir as crianças e jamais se anestesiar diante dessa afronta...nosso combate se da nas associações de moradores, comunidades eclesiais de base, pastorais, terceiro setor, fóruns, conselhos, partidos e outras organizações da sociedade civil.... RESISTIREMOS!!!!!!